Oleiro

Eliã Oliveira

Oleiro, meu vaso se quebrou
Foi grande a minha dor
Não sei mais o que fazer

Estou aflita e angustiada,
Coração machucado
Feriram meu coração sem razão

As pedradas foram muitas
Quase que chegou meu fim
Só há uma esperança que restou
Por isso, oleiro, estou aqui
Venha me acudir


Mas o oleiro pega o barro,
Limpa o barro, traça o barro
Corta o barro, amassa o barro,
E faz um vaso novo.
Estou em Tuas mãos, confio em Ti,
Espero em Ti, descanso em Ti
E nada me fará voltar atrás de novo.
Depois do vaso pronto,
Santifica, purifica,
Fortifica, põe azeite e dá
Muito mais unção
Tu és o grande oleiro e eu sou o barro
Nada pode me impedir
Se estou entregue em Tuas mãos
Tu és o grande oleiro e eu sou o barro
Molda-me, quebranta-me,
Estou entregue em Tuas mãos.

Oleiro, estou sendo renovada
Pois em Ti está o meu fardo
Jamais quero te deixar

Perdoa as vezes que falhei
Sou falha, eu bem sei,
Mas estou segura em Tuas mãos

Das pedradas que jogaram
Construí o meu altar
E agora eu entendo o Teu querer
As humilhações que aqui passei
Foi pra me ajudar


Se tiver arma forjada
Contra mim, perecerá
E toda língua que ousar,
Deus condenará.
Não tem organização,
Nem gigante, nem leão
Que da Tua proteção
Me faça escapar
Não tem nem arma de guerra
Ou qualquer força na terra
Cái onze mil ao meu lado
E eu vou triunfar!
Tu és o grande oleiro e eu sou o barro
Nada pode me impedir
Se estou entregue em Tuas mãos.
Tu és o grande oleiro e eu sou o barro
Molda-me, quebranta-me,
Estou entregue em Tuas mãos.

Em tuas mãos,
Oleiro, em Tuas mãos!
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