Espinho Na Cama, Avião Das Nove

Jorge e Mateus

Já é madrugada e o sono não chega
Me viro na cama pra lá e pra cá
Fumo um cigarro e outro cigarro
Sentindo no peito a saudade a queimar
Deito e me levanto, me levanto e deito
A noite pra mim é um martírio profundo
O cinzeiro cheio de cinza e bitucas
É a testemunha das noites de angustias
Que eu não consigo dormir um segundo

As lágrimas roubam meu sono
No triste abandono do amor primeiro
Eu choro triste amargurado
Porque ao meu lado sobra um travesseiro
São noites de triste amargura
Só a desventura minha alma reclama
Sentindo a falta de alguém
Parece que tem espinho na cama
Sentindo a falta de alguém
Parece que tem espinho na cama.

Já comprei passagem para ir embora, só me resta agora apertar-te a mão
Se já me trocaste por um outro alguém, já não me convém ficar aqui mais não
Levo comigo esse amor no peito, solidão, despeito e cruel desgosto
No avião das nove partirei chorando, por deixar quem amo nos braços de outro
Ao chorar lhe darei meu adeus porém juro por Deus que não quero piedade
Se o pranto de quem mais te quis te faz muito feliz faço a sua vontade
E ao ver o avião subindo, no espaço sumir, não vai chorar também
Deixe que eu choro sozinho a dor dos espinhos que a vida tem.
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