Fazenda Nova da Mata.

João Carreiro e Capataz

Fazenda nova da mata.
Floresta nova dos morros uivantes.
Tem queda d'água quem vem da serra.
Formando lagos de águas centilantes.
Na noite adentro, o lobo uiva.
Chora sentido a falta da sua amante.
O ar é puro, lá tudo é verde.
Quem mora lá tem a vida emocionante.
Eu fico triste só em saber.
Que tudo isto.
Com o tempo vai desaparecer.

Fazenda nova da mata.
Onde se vive sem pensar em inflação.
Lá não tem carros e nem indústrias.
O oxigênio não contém poluição.
Tudo é simples e natural.
Os habitantes lá vivem em união.
Lá ninguém manda nem é mandado.
Não há política e nem religião.
Eu fico triste só em saber.
Que tudo isto.
Com o tempo vai desaparecer.

É lá que eu vivo feliz.
Eu vivo preso de tanta liberdade.
Tem flores lindas que a terra dá.
Os pássaros cantam o hino a felicidade.
Lá não se pesca e nem se caça.
Homens e animais formam uma irmandade.
O que Deus dá, o homem tira.
E o que fica é só mesmo a saudade.
Eu fico triste só em saber.
Que tudo isto.
Com o tempo desaparecer.
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