Não quero falar nada com você, me deixe só! Prefiro me calar a ter que expor os nossos nós. Sei que nem você sabe ao certo o que aconteceu, E o amor, na bagunça desse quarto se perdeu E tornou-se, enfim, um costume, um festim, Um amor, em si, bemol... São cinco da manhã e eu continuo sem dormir, Tentando compreender aonde foi que me perdi, Tentando não sonhar ou acordar e não te ver. Quem sabe ‘inda pudesse consertar e ficar bem?! Mas a dor de então, me consome a razão. E o amor é bem menor... Deixei de lado aquele affair (mas ela nem me beija mais...), Eu como carne, ela, detesta. Não sobra grana pr’um motel... Ultimamente anda estressada - gasto o meu tempo com a TV -, Prefere gatos, eu, cachorro. Não temos carro pra sair... Além do mais tem outras coisas, Me perco em meio a reticências...