Quando se conheceu por gente Sempre às margens da necessidade Às vezes só, com muito à sua frente Ficando velho junto com sua cidade.
Nas ruas conheceu o perigo À noite viu seu amor Sem respeito e sem abrigo N’um corpo quase sem pudor
A realidade chegava Diante de sua visão Às vezes sentia na alma Um corte na vida o acalma Existe um lado com menos Desilusão.
Sentia que não era normal Em seu mundo iria ser diferente Dentro de sua pouca crença Resistia e até pedia Deus, não me deixe numa “rede” Assistindo aos programas viciados Da televisão.