Cantiga de Amigo

Elomar Figueira Melo

Lá na Casa dos Carneiros, onde os violeiros,
Vão cantar louvando você.
Em cantigas de amigo, cantando comigo,
Somente porque, você é,
Minha amiga mulher,
Lua nova do céu que já não me quer.
Dezessete é minha conta,
Minha amiga conta
Uma coisa linda pra mim;
Conta os fios dos seus cabelos,
Sonhos e anelos,
Conta-me se o amor não tem fim
Madre amiga é ruim
Me mentiu jurando amor que não tem fim.

Lá na Casa dos Carneiros, sete candeeiros,
Iluminam a sala de amor;
Sete violas em clamores, sete cantadores
São sete tiranas de amor, para amiga em flor
Que partiu e até hoje não voltou.
Dezessete é minha conta
Vem amiga e conta
Uma coisa linda pra mim;
Pois na Casa dos Carneiros, violas e violeiros,
Só vivem clamando assim,
Madre amiga é ruim
Me mentiu jurando amor que não tem fim.

Lá na Casa dos Carneiros, onde os violeiros,
Vão cantar louvando você.
Em cantigas de amigo, cantando comigo,
Somente porque, você é,
Minha amiga mulher,
Lua nova do céu que já não me quer.
Dezessete é minha conta,
Minha amiga conta
Uma coisa linda pra mim;
Conta os fios dos seus cabelos,
Sonhos e anelos,
Conta-me se o amor não tem fim
Madre amiga é ruim
Me mentiu jurando amor que não tem fim.
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